A regra · Ementa nº 002

Pode impulsionar? Pode. Do jeito certo.

Uma dúvida volta sempre: advogado pode pagar para uma publicação aparecer para mais gente? Pode. Desde 2021, o Provimento 205 do Conselho Federal da OAB permite anúncio pago nas redes sociais, anúncio em buscadores e impulsionamento de publicações. O que muitos escritórios ainda tratam como proibido está liberado há anos.

O botão não é o problema

A regra não olha para a ferramenta. Olha para o conteúdo. Uma publicação impulsionada precisa cumprir o mesmo que qualquer outra: caráter informativo, discrição e sobriedade, sem configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Se a publicação poderia estar no feed sem problema, ela pode ser impulsionada. Se não poderia, pagar para ela circular só aumenta o alcance do problema.

O que não muda com o impulsionamento

Continuam fora: promessa ou exibição de resultado, referência a honorários, superlativos e qualquer chamada que funcione como oferta de serviço. Um anúncio que diz “ganhe sua causa” ou “consulta a partir de” é tão vedado pago quanto orgânico.

Na prática

Impulsione o que informa: uma mudança de regra que afeta o seu público, um prazo que costuma ser perdido, uma explicação sobre a sua área de atuação. Identifique o escritório e o advogado responsável. E deixe a decisão de contratar com quem lê.

O que o Provimento libera e o que ele veda está resumido em A regra.

Segmentação também tem limite

A escolha de público do anúncio não pode transformar informação em abordagem. Mirar quem acabou de passar por um acidente, uma demissão ou um luto, com uma mensagem que convida a contratar, pode configurar captação mesmo com um texto sóbrio. Segmente por região e por interesse no tema, não pela situação pessoal de quem vai ver.

Resumo informativo. Confira sempre o texto oficial do Provimento 205/2021 no site do CFOAB.

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