Balança, martelo, coluna grega, azul-marinho e dourado. Coloque dez logotipos de escritórios lado a lado e fica difícil dizer qual é qual. Não é falta de cuidado: é o caminho mais curto para parecer sério, e por isso todo mundo chega ao mesmo lugar.
Os símbolos da profissão dizem que aquilo é um escritório de advocacia. Isso o cliente já sabe. O que ele não sabe é por que escolher este e não o do andar de baixo. Uma marca que só repete a profissão não responde a essa pergunta.
De coisas que só o seu escritório tem. A rua onde está há anos, o nome de quem fundou, a área em que concentra o trabalho, o jeito de atender. Na prática, isso vira uma escolha de letra, de cor, de imagem e de tom que não serviria para mais ninguém.
Diferenciar não é fazer barulho. O Provimento 205 pede discrição e sobriedade, e uma marca própria cabe inteira dentro disso: a sobriedade limita o volume, não a identidade. Alguns exemplos desse caminho estão no Portfólio.
Liste as cinco palavras que um cliente usaria para descrever o escritório depois da primeira reunião. Se nenhuma delas aparece na marca, no site ou no perfil, a comunicação está falando de advocacia em geral, e não de vocês. É dessa lista que costuma sair o primeiro rascunho de uma identidade própria.
Uma conversa de diagnóstico, sem compromisso, para entender onde a banca está e onde ela poderia estar.