Quando lê que a publicidade do advogado deve primar pela discrição e pela sobriedade, muita gente entende: cinza, genérico, sem personalidade. O resultado são perfis e sites que cumprem a regra e não dizem nada.
Sobriedade é uma questão de conduta: não fazer alarde, não prometer, não se comparar, não correr atrás do cliente. Ela limita o que se diz e o tom com que se diz. Não obriga ninguém a abrir mão de cor, de boa tipografia ou de uma voz reconhecível.
Na escolha de uma cor que ninguém da sua área usa. Numa letra desenhada com cuidado. Em fotos reais do escritório e de quem atende. Num jeito de escrever que soa como os sócios falam em reunião. Nada disso é mercantilização; é identidade.
Cubra o nome do escritório numa publicação sua. Se ainda desse para saber de quem é, a marca está funcionando. Se poderia ser de qualquer banca, a sobriedade virou esconderijo. Veja como isso fica aplicado no Portfólio.
Sobriedade vale para o texto tanto quanto para a imagem. Frases curtas, afirmativas, sem exclamação e sem jargão desnecessário soam sérias sem soar distantes. Um escritório que escreve como fala com o cliente em reunião já se diferencia, sem precisar de nenhum adjetivo.
Uma conversa de diagnóstico, sem compromisso, para entender onde a banca está e onde ela poderia estar.